Como eu nasci? A pergunta, que pode assustar os pais mais desavisados, é uma das primeiras feitas pelas crianças sobre sexualidade. Questões como essa começam a aparecer aos três ou quatro anos, na fase do “por que?”. A recomendação de praticamente todos os guias e revistas para pais de primeira viagem costuma ser “encarar esses questionamentos com naturalidade”. Mas o que de fato podemos – e devemos – dizer aos pequenos?

 

“Se a criança vê a mãe, a tia ou a professora grávida, ela tem curiosidade de saber como aquele filho foi parar lá”, diz Maria Helena Vilela, educadora sexual e diretora do Instituto Kaplan, centro de orientação sexual com sede em São Paulo. Para a tradicional primeira pergunta, a melhor resposta continua sendo aquela clássica: “o papai colocou uma sementinha na mamãe, que se encontrou com outra sementinha, e daí você cresceu dentro da barriga da mamãe”.

 

Se a criança quiser saber mais detalhes, você pode dizer que a semente do papai se chama espermatozóide, e a da mamãe, óvulo. Geralmente, é possível parar por aí nessa aula inaugural. Os questionamentos devem ser respondidos pelos pais à medida que são trazidos pelas crianças. Se na primeira pergunta os pais abrirem a enciclopédia e desfiarem um tratado sobre sexo, podem deixar o filho confuso e contar muito mais do que ele precisa saber. “A criança, muitas vezes, não tem condições de entender o que está sendo dito”, afirma Maria Helena. Segundo a educadora, uma boa forma de avaliar o conhecimento do filho sobre o assunto é perguntar por quê ele quer saber aquilo.

 

Confira um vídeo divertido de um experimento produzido com pais e seus filho sobre o assunto pelo canal de entretenimento CUT NEWS. Assista:

OBS: Quem não domina o inglês, é possível inserir a legenda em português. Clique no ícone engrenagem chamado “Detalhes”, “Legendas/CC” e escolher o idioma português e OK.  




A analista de sistema Viviane Donecker Passos nunca respondeu além do questionado por seus filhos. “Se eles querem saber mais, voltam a perguntar”, diz. Isso acontece com mais facilidade hoje, pois as informações estão em todo lugar. A quantidade de referências na televisão e até na publicidade faz com que tais perguntas cheguem aos pais cada vez mais cedo.

 

“Esses meios estimulam precocemente uma sexualidade que nem sempre tem a ver com a faixa etária da criança”, afirma a psicoterapeuta Ana Olmos. “É preciso certificar-se de que ela não está simplesmente repetindo algo que ouviu.”

 

Fontes: Portal Vital Educação | CUT NEWS

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