Desfralde 

Dicas de como fazer o desfralde com tranquilidade.  

Começamos o desfralde do meu pequeno Felipe quando ele estava com um ano e dez meses e não deu certo. Primeira etapa, momento errado!

 

Retomamos quando ele estava com dois anos e três meses e foi mais fácil e rápido. Segunda etapa, momento certo!

 

Apesar de eu acreditar que os pais têm autonomia para começar o processo na hora que acharem adequado – desde que sendo pacientes e tratando a criança com respeito -, existem alguns sinais que mostram que seu filho está pronto para essa fase. Isso significa que o desfralde pode ser mais rápido, fácil e tranquilo:

 

⛔️ Sinais físicos: a criança já consegue andar com firmeza, consegue correr, consegue pular com os dois pés juntos, consegue subir escada alternando os pés nos degraus, fica seco por longos períodos de tempo, faz bastante xixi de uma vez só.

 

⛔️ Sinais cognitivos e comportamentais: a criança consegue ficar sentada, se incomoda com a fralda suja, não tem rejeição com o banheiro ou penico, consegue seguir instruções simples, conhece as palavras xixi e cocô e sabe a que elas são relacionadas, muda de comportamento ao fazer cocô (se concentra, se isola, para o que está fazendo).

 

 

Momento de “DESISTIR” OU ADIAR o processo de desfralde

Eu simplesmente percebi que não estava dando certo e decidi adiar o processo. Na verdade, eu nunca parei, eu continuamente perguntava se o Felipe queria ir ao banheiro e o levava, mas quando seu Pai estava em casa ele que fazia essa etapa. Pois o pai precisa participar também dessa importante etapa. 

O que mudou foi que parei de deixar ele só de cueca e passei a usar aquela fralda-calça – para garantir que os acidentes tivesse menos consequências drásticas. 

 

O que me fez ter essa atitude? 
– Felipe ficava muito tempo no banheiro, não fazia xixi, saía e então urinava na roupa
– Na maior parte do tempo só pedia para fazer xixi quando já estava fazendo na roupa
– Na maioria das vezes, fazia xixi no banheiro apenas quando eu o levava (não espontaneamente)
– Minha paciência estava se esgotando e eu comecei a ter “explosões de raiva” por causa dos acidentes

Por tudo isso, decidimos deixar o processo mais leve e retomar no segundo momento. Para nós, funcionou muito bem! E tiramos de aprendizado que cada criança têm o seu momento e é muito importante respeitá-lo e fazer da maneira mais natural possível. 

– Outra coisa que compartilho com vocês, não perca a paciência com os pequenos e dê broncas com veemência. Mostre estar decepcionada, mas nunca de broncas ríspidas ou palmadas. Isso pode transformar o processo traumático demais.   

E por aí, quando as crianças tiraram as fraldas?